Era uma vez o discípulo de um mestre que só respondia por sinais, os quais ele levava dias, meses, anos para acontecer. O questionamento do momento era que o discípulo, enquanto ia orar, passou a pensar mais perto, mais na vida real e menos nas filosofias e no conhecimento de mundo.
Estava a pedir pelas pessoas que gostava, que amava. Foi lembrando de amigos e de ex-namoradas, quando um pensamento veio à sua mente, tocou seu coração o fez cair em profundas lágrimas.
- como sou insignificante! Sou capaz de dizer "eu te amo", a uma qualquer (sem ofender às pessoas, o problema é exclusivamente meu), que conhecia há um mês e ainda não fui capaz de falar isso pra minha mãe! Não falei isso pra ela, nem para o meu pai, nem para as minhas irmãs, sequer para minha vó.
Relatou ao mestre que foi pensando na avó, que viu sua infinita insignificância, uma vez que foi orar por eles e logo começou a chorar. Todos os dias seu pai lhe falava que a avó havia rezado por ele. Seu pai e sua mãe sempre o desejavam: -Fique com Deus meu filho.
Ainda hoje, muitas vezes, chega em casa emburrado, todo errado na maneira de falar com seus pais. Confessa que gosta do abraço que dá neles, mas, também, as vezes é só por obrigação mesmo. O pior é que sente que eles estão se doando por inteiro e ele, ainda assim, refugando todo aquele amor, que ansiava por sua volta.
Entre suas dúvidas, uma dizia respeito a esse descaso com os seus. Como, em uma única oração, ele teria algum direito, como ele poderia ser alguém na fila dos pedidos? Com uma oração em décadas de vida?
Ele acreditava ter sofrido bastante com perdas de namoradas, de amigos, sofreu muito e por muito tempo, talvez tenha chegado perto da tal depressão, mas naqueles poucos instantes em que se colocou no seu lugar, sentiu a pressão, sentiu a depressão.
Se sentiu um nada, sentiu apenas que não era digno de tanto amor e, no seu senso de justiça, não merecia sequer estar vivo.
Pediu, se pelo menos ele teria como repassar essa história, para que outras pessoas pudessem não cometer o mesmo erro dele.
Enquanto ele aguarda o sinal, sua história roda.
terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Desabafo...
É óbvio que preferia estar com alguém!
Não sei se estou certo ou se estou errando muito.
O que eu realmente quero é alguém "que me queira amar também", não precisa nem se entregar do mesmo modo que me entrego, mas que se doe um pouco pelo menos.
Quero alguém que goste de receber carinho sempre, e dar carinho de vez em quando. Goste que eu fique bajulando, cuidando e me preocupando. Pode até se preocupar um pouquinho comigo.
Alguém que, não apenas queira estar comigo, mas deseje estar comigo. Para bons e maus momentos, porque a vida é assim!
Reciprocidade.
Só quero poder amar e ser amado. Sim, não nego, quero ser especial para alguém e ter alguém para ser especial pra mim.
Sim, já tive e perdi, por isso acho que mereço ter uma pessoa e ser dela.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Estar vivo
Nesses tempos de tormentas, um sopro de alívio me veio, sei lá de onde, deve ser o universo dando aula particular.
Sempre pensei que Viver, de verdade, era somente nos momentos felizes, momentos de alegrias. Normalmente proporcionados por pessoas que amamos, familiares, amigos ou uma pessoa que estamos amando no momento, ou, ainda, apenas apaixonados (só sei da diferença com o tempo). Mas o fato é que eram em momentos assim que me sentia vivo, completo, feliz, cheio de vida.
Agora, de novo, sofrendo por uma paixão, percebi que o sofrimento também é vida, decepção também é vida, desilusão também, problemas também o são! Questão lógica, se estamos sofrendo estamos vivos!!!
É claro que é muito ruim passar por maus bocados, no meu caso, no que se refere ao coração, sofro demais, vejo a importância desse momento tortuoso, depois, vem uma sensação incrível de preenchimento total.
Se os momentos ruins são muito ruins ou se demoram mais, não sei, só sei que se temos que aprender a viver com eles, ou não estaremos vivos o suficiente quando chegar a bonanza.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Qual é o tamanho?
Qual é o tamanho do amor?
Qual é o tamanho do amor correspondido?
Qual é o tamanho do amor de carnaval?
Qual é o tamanho do amor dos dois?
Qual é o tamanho do amor de um só?
Qual é o tamanho do amor nas tentações?
Qual é o tamanho do amor na alegria?
Qual é o tamanho do amor na tristeza?
Qual é o tamanho do amor nas desilusões?
Qual é o tamanho do amor quando um não quer mais?
Qual é o tamanho do amor quando o tempo passa?
Qual é o tamanho do amor que nunca passa?
Qual é o tamanho do amor correspondido?
Qual é o tamanho do amor de carnaval?
Qual é o tamanho do amor dos dois?
Qual é o tamanho do amor de um só?
Qual é o tamanho do amor nas tentações?
Qual é o tamanho do amor na alegria?
Qual é o tamanho do amor na tristeza?
Qual é o tamanho do amor nas desilusões?
Qual é o tamanho do amor quando um não quer mais?
Qual é o tamanho do amor quando o tempo passa?
Qual é o tamanho do amor que nunca passa?
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Explicação... porque tenho que explicar tudo!
Outro dia postei essa imagem e pareceu uma indireta, mas não foi, foi só pela concordância do que está escrito, sem ter pensado em ninguém.
Enfim, isso me fez ver outras coisas, de como essas palavras estão certas, mas, por quê?
Por que tem pessoas que nos fazem perder tempo? Acredito em duas opções:
1 - não estamos tão interessados assim na pessoa;
2 - a pessoa faz por merecer a desatenção.
Logo, as que nos fazem perder a noção do tempo, incorrem exatamente no inverso disso:
1 - estamos tão interessados na pessoa que esquecemos do mundo, dos compromissos, não queremos pensar nisso, queremos só a pessoa;
2 - a pessoa faz por merecer atenção, nos dá o que precisamos, supre nossa carência existencial, nos surpreende.
Então, pra que termos pessoas que nos fazem perder tempo, quando podemos estar com pessoas que nos fazem perder a noção de que existem outras pessoas no mundo, que existe um mundo fora da relação?
Quando não tenho tanto interesse assim ou tenho um único interesse superficial, durante o momento que estou com a pessoa, parece até que sei o que vai acontecer nos próximos minutos, sinto tudo que está acontecendo comigo e com a pessoa, com o que tá na tv, no que está do lado de fora, no que vou fazer no dia seguinte...
Já quando a pessoa tem minha atenção, porque a conquistou, fico atrapalhado, nervoso, sem saber o que está acontecendo, nem comigo, nem com a pessoa, com nada. Não leio sinais, por vezes claros, por tanta ansiedade. Essa pessoa tem meu carinho, tem meu sentimento, me tem por inteiro e eu não quero saber de mais nada, além de estar com a pessoa e fazê-la feliz, reciprocidade.
De Novo
Novamente um fim de relacionamento, naturalmente, novas divagações.
Percebi que sofro muito com término de relacionamento, dure o tempo que durar, seja como for.
E descobri o motivo: sou muito pesado, muito intenso, vivo muito a relação.
Então descobri que não devo ligar muito para o sofrimento (perceba que aceito continuar sofrendo), pois, talvez, o que eu viva em poucos momentos, poucos porém intensos, verdadeiros, vibrantes, pessoas talvez nunca vivam em uma vida inteira, por não de permitirem, por viverem com medo (isso nem é viver pra mim).
Iniciam e terminam a relação "com um pé atrás", assim deixam de viver tanta coisa linda.
A força que tem uma paixão é avassaladora, imagina de um amor verdadeiro! Só que se não passar pelo fogo da paixão, não saberão o gosto do amor (nem da dor dele).
Assinar:
Postagens (Atom)


